16.7.10
Barchef, em Toronto: bar especializado em mixologia molecular
Por Alexandra Forbes, colaboração especial
Já ouviram falar do que se chama aqui na América do Norte de market-fresh mixology?
É quando o barman incorpora aos drinques ingredientes geralmente ligados à cozinha. Vale tudo: caldo de carne, purê de frutas, sais aromatizados, ostra, salsão, pepino, manjericão, ovo, chá, etc.
Em São Paulo, quem segue bem essa onda é o Sub Astor, que faz um martini, por exemplo, que leva purê de melancia e gengibre – sendo que a melancia o mixologista busca na frutaria ali perto quase diariamente.
No Black Hoof, um restozinho hype em Toronto, a mixologista Jen Agg faz um drinque chamado Basil Fawlty que leva gim, manjericão, suco de limão e flor de laranjeira.
O mais curioso, pra mim, foi notar que os mesmos mixologistas que acordam cedo pra ir à feira e fazem seus purês de frutas na hora, no pilão, e que gostam de brincar com ervas e sementes e pimentas em seus coquetéis estão também explorando, cada vez mais, os limites da coquetelaria. Brincando com texturas. Fazendo gelatina com vódca, botando gergelim na borda do copo, pulverizando frutas e pimentas. Estão, em suma, botando um pezinho na mixologia molecular – que, basicamente, aplica várias das técnicas desenvolvidas pelo chef Ferran Adrià e sua patota à coquetelaria. Inclusive as tão controvertidas espumas.
Vejam que bacana carta de drinques do Barchef – cujo terceiro capítulo chama-se, justamente, molecular. O Barchef fica em Toronto, e, não por coincidência, pertence ao maior fera da mixologia molecular no Canadá, Frankie Solarik.
Bar Chef: Rua Queen West, 472, tel. 416-868-4800
9.7.10
Toronto, não se zangue, estou te trocando por Montreal
Nos próximos três dias acho que vou mudar o nome do blog, de Toronto Para Insiders, para Montreal para Insiders. Meus companheiros Iberê e Alexandra que me desculpem, mas estou entrando no território deles e espero voltar, na segunda-feira, cheia de coisa boa pra contar.
Esse post está sendo escrito no caminho para Montreal, enquanto eu estou no trem que partiu de Toronto às 9h30 da manhã, com chegada prevista em Montreal por perto das 3 da tarde. Se a viagem, em primeira classe, Via Rail, excuse me, está sendo pra lá de chata, imaginem, o motivo que me leva à Montreal, então, não vou nem contar pra vocês não chorarem…ok, conto: preciso pesquisar, ver de perto, vivenciar, witness, os melhores hotéis, restaurantes, lojas e baladas da cidade, que serão repassados, fielmente, à vocês, na minha matéria para a Elle Brasil, edição de setembro. Portanto, não percam.
Parênteses: estou totalmente enjoada com o balanço do trem, que é pior do que muita turbulência que eu já peguei. As letrinhas parecem que vão cair do computador! Segura!
Por esse motivo, serei breve no texto, mas prometo voltar assim que o planeta Terra parar de chacoalhar.
Abaixo, fotos do trem Toronto-Montreal, paisagem nublada (o cenário não é lá essas coisas, tenho que admitir, mas ouço dizer muito bem do trecho para frente de Montreal, em direção à Quebec. Quem sabe, minha próxima aventura):
Dentro, o vagão me decepcionou um pouco, lembrando a avião e ônibus rodoviários velhos. Mas confortável, ideal para colocar o sono em dia. Eu ia dizer: excelente para colocar a leitura em dia mas, com esse treme-treme todo, resolvi mudar o texto.
As mesinhas são acopladas no seu próprio assento, e não do da frente. Faltou uma televisãozinha...ou é pedir muito?
Lucky day, sentei bem na saída de emergênica: mais espaço para as pernas, como em avião?
A chuva, que vem descendo solta desde manhã, dá uma trégua para eu registrar os montes de feno simpáticos
Cenas clássicas de viagem de trem: o cemitério...
...a igreja, e que igreja
Primeira parada: Oshawa, a pouco mais de meia hora de viagem. Olha a cara do tempo...Eu já te contei que tenho uma nuvem particular, carregadinha de chuva? Pois é...
Um café como recepção. À direita, os copinhos miniatura de creme e leite, tão típicos por esses lados. Dá vontade de colecionar!
Tudo escrito em inglês e francês. Politicamente correto. Merci
O que mais se faz nessa viagem é comer. No menu - dividido por aperitivo, entrada e sobremesa - terrine trufado com chutney de figo e baguete, lasanha de cogumelo Porcini, truta com purê de batata e frango ao maple com batata doce. Sobremesa: bolo de maçã com caramelo. Eu fui de lasanha, all the way, baby!



Como se não bastasse, um copinhos de chocolate para arrematar. Um não, dois.
Banheiro do vaguão. Durante essa nossa convivência, você vai perceber que eu tenho uma coisa por banheiros...não liga, não.
Algo no formato desse vaso sanitário me intrigou...
Mais paisaginha bucólica, sem chuva
Esse post está sendo escrito no caminho para Montreal, enquanto eu estou no trem que partiu de Toronto às 9h30 da manhã, com chegada prevista em Montreal por perto das 3 da tarde. Se a viagem, em primeira classe, Via Rail, excuse me, está sendo pra lá de chata, imaginem, o motivo que me leva à Montreal, então, não vou nem contar pra vocês não chorarem…ok, conto: preciso pesquisar, ver de perto, vivenciar, witness, os melhores hotéis, restaurantes, lojas e baladas da cidade, que serão repassados, fielmente, à vocês, na minha matéria para a Elle Brasil, edição de setembro. Portanto, não percam.
Parênteses: estou totalmente enjoada com o balanço do trem, que é pior do que muita turbulência que eu já peguei. As letrinhas parecem que vão cair do computador! Segura!
Por esse motivo, serei breve no texto, mas prometo voltar assim que o planeta Terra parar de chacoalhar.
Abaixo, fotos do trem Toronto-Montreal, paisagem nublada (o cenário não é lá essas coisas, tenho que admitir, mas ouço dizer muito bem do trecho para frente de Montreal, em direção à Quebec. Quem sabe, minha próxima aventura):
Dentro, o vagão me decepcionou um pouco, lembrando a avião e ônibus rodoviários velhos. Mas confortável, ideal para colocar o sono em dia. Eu ia dizer: excelente para colocar a leitura em dia mas, com esse treme-treme todo, resolvi mudar o texto.
As mesinhas são acopladas no seu próprio assento, e não do da frente. Faltou uma televisãozinha...ou é pedir muito?
Lucky day, sentei bem na saída de emergênica: mais espaço para as pernas, como em avião?
A chuva, que vem descendo solta desde manhã, dá uma trégua para eu registrar os montes de feno simpáticos
Cenas clássicas de viagem de trem: o cemitério...
...a igreja, e que igreja
Primeira parada: Oshawa, a pouco mais de meia hora de viagem. Olha a cara do tempo...Eu já te contei que tenho uma nuvem particular, carregadinha de chuva? Pois é...
Um café como recepção. À direita, os copinhos miniatura de creme e leite, tão típicos por esses lados. Dá vontade de colecionar!
Tudo escrito em inglês e francês. Politicamente correto. Merci
O que mais se faz nessa viagem é comer. No menu - dividido por aperitivo, entrada e sobremesa - terrine trufado com chutney de figo e baguete, lasanha de cogumelo Porcini, truta com purê de batata e frango ao maple com batata doce. Sobremesa: bolo de maçã com caramelo. Eu fui de lasanha, all the way, baby!


Como se não bastasse, um copinhos de chocolate para arrematar. Um não, dois.
Banheiro do vaguão. Durante essa nossa convivência, você vai perceber que eu tenho uma coisa por banheiros...não liga, não.
Algo no formato desse vaso sanitário me intrigou...
Mais paisaginha bucólica, sem chuvaQuase lá! Estou tão ansiosa que o meu DDA (Distúrbio de Déficit de Atenção) está atacado! Merci beaucoup mon amour! Oui, oui, oui!
8.7.10
Canadian Tourism Commission usa murais interativos para promover Canadá como destino de férias para americanos
Adorei a iniciativa do Canadian Tourism Commission para promover o Canadá como destino turístico na era digital. Murais gigantes foram instalados em Nova York, Los Angeles e Chicago com telas mostrando, em tempo real, tweets e fotos de users sobre suas impressões sobre o Canadá. As telas permitem que o pessoal que passe por perto interaja com o conteúdo. Quem está por trás disso é a agência de propaganda DDB Canada. Uma equipe de funcionários com iPads orienta e estimula os pedestres a interagirem com o mural, além de divulgar o concurso que dará uma viagem ao Canadá para o ganhador entre os seguidores do endereço @keep_exploring no Twitter. “É incrível a quantidade de fotos e bate-papo online sobre férias em lugares no Canadá”, diz Siobhan Chretien, diretor executivo do Canadian Tourism Commission para mercados na América. “Nós queríamos criar meios inovativos para usar esse conteúdo online e gerar consciência sobre a profundidade das experiências disponíveis no Canadá para esses mercados-chave nos Estados Unidos”.
A campanha também inclui anúncios na TV, em revistas e Internet, com videos online e utilização de canais de mídia social, como Facebook
Assista um dos videos:
A campanha também inclui anúncios na TV, em revistas e Internet, com videos online e utilização de canais de mídia social, como Facebook
Assista um dos videos:
Desconto de 30% na GAP Canada
Às vezes, o que a gente precisa é só uma desculpinha esfarrapada pra dar um pulinho no shopping, certo? Então, aqui vão duas: aproveitar o ar-condicionado das lojas, que está sempre ligado no último, esteja +40 ou -40 lá fora, e cinco dias de liquidação na GAP Canada, com descontos de até 30% na nova coleção.

Você me deve essa...


Você me deve essa...

7.7.10
Parada Gay de Toronto deixa marcas, na memória e na pele...
A Pride Week acabou no domingo, como sempre, com uma das maiores paradas gays da América do Norte. E muito sol no cocuruto. Faziam sete anos desde a minha primeira parada gay em Toronto e, cá para nós, me pareceu um déjà vu das mesmas fantasias, os mesmos pelados, as mesmas drag queens. Só mais bloco de políticos no cortejo. E muita música boa!


O legal da festa não é nem tanto o desfile em si, que carece de uma mãozinha de experts, como nós, brazucas, mas sim o engajamento com o público e o clima de paz e amor, uma coisa que eu admiro muito, por aqui.


Vários blocos de parentes e amigos de homossexuais desfilando contra o preconceito e a favor da inclusão, famílias com crianças pequenas na plateia, gente que ficou ali, por horas, na fila, só para garantir o melhor lugar durante o desfile.




Eu me diverti muuuuuito, filmei e fotografei até. Alguns videos saíram hilários, com gente gritando do meu lado (eu, inclusive!) e a minha câmera sendo jogada de um lado para o outro, ora para proteger do super aquecimento, ora para escapar dos jatos de água atirados contra a multidão que estorricava num sol de mais de 40 graus, pelos participantes da parada.

Farra muito, muito boa, que deixou saudades, e uma marca, enorme, de camiseta regata no ombro e tiras de Havaianas no pé…


Happy Pride!


O legal da festa não é nem tanto o desfile em si, que carece de uma mãozinha de experts, como nós, brazucas, mas sim o engajamento com o público e o clima de paz e amor, uma coisa que eu admiro muito, por aqui.


Vários blocos de parentes e amigos de homossexuais desfilando contra o preconceito e a favor da inclusão, famílias com crianças pequenas na plateia, gente que ficou ali, por horas, na fila, só para garantir o melhor lugar durante o desfile.




Eu me diverti muuuuuito, filmei e fotografei até. Alguns videos saíram hilários, com gente gritando do meu lado (eu, inclusive!) e a minha câmera sendo jogada de um lado para o outro, ora para proteger do super aquecimento, ora para escapar dos jatos de água atirados contra a multidão que estorricava num sol de mais de 40 graus, pelos participantes da parada.

Farra muito, muito boa, que deixou saudades, e uma marca, enorme, de camiseta regata no ombro e tiras de Havaianas no pé…


Happy Pride!
2.7.10
Chaka Khan e Macy Gray, for free, no Yonge-Dundas Square, para o festival de Jazz de Toronto
Dizem que música alivia a alma, então, espero sair levinha, levinha do Yonge-Dundas Square amanhã, (sábado), depois de ver uma das divas dos anos 80, Chacka Khan, e a não menos talentosa Macy Gray, ao vivo. E melhor, na faixa!
Os shows fazem parte do TD Toronto Jazz Festival que está rolando em Toronto desde o dia 25 de junho, com encerramento no próximo domingo, dia 4.
Quem estiver por aqui, vale conferir, se não, eu conto como foi. Por enquanto, viaje comigo ao som de"I Feel for You", de Chaka Khan! Já estou me sentindo melhor!
Os shows fazem parte do TD Toronto Jazz Festival que está rolando em Toronto desde o dia 25 de junho, com encerramento no próximo domingo, dia 4.
Quem estiver por aqui, vale conferir, se não, eu conto como foi. Por enquanto, viaje comigo ao som de"I Feel for You", de Chaka Khan! Já estou me sentindo melhor!
Para curar meu coração de torcedora brasileira, nada melhor do que uma boa festa gay, como as do Pride Parade, em Toronto
Nem sei como estou conseguindo escrever, portanto, perdão adiantado se alguma coisa não fizer sentido. São as lágrimas de torcedora brasileira, sofredora, atrapalhando a visão…cheesy mas verdadeiro.
O negócio vai ser mesmo me jogar numa das baladas gays que estão fazendo Toronto ferver. A parada gay, que está comemorando 30 anos - mas com corpinho purpurinado de 20 - só acontece no domingo, dia 4, mas o Pride Week vai além disso, com um calendário de festas, jantares beneficentes para causas de inclusão, exposições de artes e muita comida boa. As festas do Gladstone Hotel estão entre as as melhores da cidade.

Entre amanhã (sábado) e domingo, dia 4, restaurantes locais estarão com suas tendas em diversos pontos da Gay Village e também no Queen’s Park. Uma boa oportunidade para provar as iguarias de chefs renomados, como Susur Lee.


Quando estiver à beira de cantar “Bebeu água? Não! Tá com sede? Tô! Olha, olha, olha, olha a água mineral, água mineral, água mineral…” é hora de correr para o Free Zone, no parque Paul Kane, entre a Church e Wellesley, e recarregar a bateria num ambiente onde bebida e drogas não entram. Se é assim, acho que não vai ter telão com a reprise do jogo de hoje...
O negócio vai ser mesmo me jogar numa das baladas gays que estão fazendo Toronto ferver. A parada gay, que está comemorando 30 anos - mas com corpinho purpurinado de 20 - só acontece no domingo, dia 4, mas o Pride Week vai além disso, com um calendário de festas, jantares beneficentes para causas de inclusão, exposições de artes e muita comida boa. As festas do Gladstone Hotel estão entre as as melhores da cidade.

Entre amanhã (sábado) e domingo, dia 4, restaurantes locais estarão com suas tendas em diversos pontos da Gay Village e também no Queen’s Park. Uma boa oportunidade para provar as iguarias de chefs renomados, como Susur Lee.


Quando estiver à beira de cantar “Bebeu água? Não! Tá com sede? Tô! Olha, olha, olha, olha a água mineral, água mineral, água mineral…” é hora de correr para o Free Zone, no parque Paul Kane, entre a Church e Wellesley, e recarregar a bateria num ambiente onde bebida e drogas não entram. Se é assim, acho que não vai ter telão com a reprise do jogo de hoje...
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