8.7.10

Canadian Tourism Commission usa murais interativos para promover Canadá como destino de férias para americanos

Adorei a iniciativa do Canadian Tourism Commission para promover o Canadá como destino turístico na era digital. Murais gigantes foram instalados em Nova York, Los Angeles e Chicago com telas mostrando, em tempo real, tweets e fotos de users sobre suas impressões sobre o Canadá. As telas permitem que o pessoal que passe por perto interaja com o conteúdo. Quem está por trás disso é a agência de propaganda DDB Canada. Uma equipe de funcionários com iPads orienta e estimula os pedestres a interagirem com o mural, além de divulgar o concurso que dará uma viagem ao Canadá para o ganhador entre os seguidores do endereço @keep_exploring no Twitter. “É incrível a quantidade de fotos e bate-papo online sobre férias em lugares no Canadá”, diz Siobhan Chretien, diretor executivo do Canadian Tourism Commission para mercados na América. “Nós queríamos criar meios inovativos para usar esse conteúdo online e gerar consciência sobre a profundidade das experiências disponíveis no Canadá para esses mercados-chave nos Estados Unidos”.

A campanha também inclui anúncios na TV, em revistas e Internet, com videos online e utilização de canais de mídia social, como Facebook

Assista um dos videos:

Desconto de 30% na GAP Canada

Às vezes, o que a gente precisa é só uma desculpinha esfarrapada pra dar um pulinho no shopping, certo? Então, aqui vão duas: aproveitar o ar-condicionado das lojas, que está sempre ligado no último, esteja +40 ou -40 lá fora, e cinco dias de liquidação na GAP Canada, com descontos de até 30% na nova coleção.



Você me deve essa...

7.7.10

Parada Gay de Toronto deixa marcas, na memória e na pele...

A Pride Week acabou no domingo, como sempre, com uma das maiores paradas gays da América do Norte. E muito sol no cocuruto. Faziam sete anos desde a minha primeira parada gay em Toronto e, cá para nós, me pareceu um déjà vu das mesmas fantasias, os mesmos pelados, as mesmas drag queens. Só mais bloco de políticos no cortejo. E muita música boa!



O legal da festa não é nem tanto o desfile em si, que carece de uma mãozinha de experts, como nós, brazucas, mas sim o engajamento com o público e o clima de paz e amor, uma coisa que eu admiro muito, por aqui.



Vários blocos de parentes e amigos de homossexuais desfilando contra o preconceito e a favor da inclusão, famílias com crianças pequenas na plateia, gente que ficou ali, por horas, na fila, só para garantir o melhor lugar durante o desfile.





Eu me diverti muuuuuito, filmei e fotografei até. Alguns videos saíram hilários, com gente gritando do meu lado (eu, inclusive!) e a minha câmera sendo jogada de um lado para o outro, ora para proteger do super aquecimento, ora para escapar dos jatos de água atirados contra a multidão que estorricava num sol de mais de 40 graus, pelos participantes da parada.





Farra muito, muito boa, que deixou saudades, e uma marca, enorme, de camiseta regata no ombro e tiras de Havaianas no pé…




Happy Pride!

2.7.10

Chaka Khan e Macy Gray, for free, no Yonge-Dundas Square, para o festival de Jazz de Toronto

Dizem que música alivia a alma, então, espero sair levinha, levinha do Yonge-Dundas Square amanhã, (sábado), depois de ver uma das divas dos anos 80, Chacka Khan, e a não menos talentosa Macy Gray, ao vivo. E melhor, na faixa!

Os shows fazem parte do TD Toronto Jazz Festival que está rolando em Toronto desde o dia 25 de junho, com encerramento no próximo domingo, dia 4.

Quem estiver por aqui, vale conferir, se não, eu conto como foi. Por enquanto, viaje comigo ao som de"I Feel for You", de Chaka Khan! Já estou me sentindo melhor!

Para curar meu coração de torcedora brasileira, nada melhor do que uma boa festa gay, como as do Pride Parade, em Toronto

Nem sei como estou conseguindo escrever, portanto, perdão adiantado se alguma coisa não fizer sentido. São as lágrimas de torcedora brasileira, sofredora, atrapalhando a visão…cheesy mas verdadeiro.

O negócio vai ser mesmo me jogar numa das baladas gays que estão fazendo Toronto ferver. A parada gay, que está comemorando 30 anos - mas com corpinho purpurinado de 20 - só acontece no domingo, dia 4, mas o Pride Week vai além disso, com um calendário de festas, jantares beneficentes para causas de inclusão, exposições de artes e muita comida boa. As festas do Gladstone Hotel estão entre as as melhores da cidade.


Entre amanhã (sábado) e domingo, dia 4, restaurantes locais estarão com suas tendas em diversos pontos da Gay Village e também no Queen’s Park. Uma boa oportunidade para provar as iguarias de chefs renomados, como Susur Lee.




Quando estiver à beira de cantar “Bebeu água? Não! Tá com sede? Tô! Olha, olha, olha, olha a água mineral, água mineral, água mineral…” é hora de correr para o Free Zone, no parque Paul Kane, entre a Church e Wellesley, e recarregar a bateria num ambiente onde bebida e drogas não entram. Se é assim, acho que não vai ter telão com a reprise do jogo de hoje...

29.6.10

Libretto, a pizzaria mais napolitana de Toronto



Que as resoluções tomadas durante as reuniões do G8 e do G20, em Muskoka e aqui em Toronto, nesse último final de semana, não acabem em pizza. Mas, se acabarem, que ao menos sejam as do restaurante Libretto.

Nos últimos dias, Toronto mais parecia uma cidade sitiada do que uma metrópole pronta para receber turistas. Com todas as principais atrações fechadas por causa da reunião do Grupo dos 20, bem no meio da cidade, no Metro Toronto Convention Centre, do ladinho da CN Tower, o jeito foi perambular pelos subúrbios mesmo que, para a sorte de quem é antenado e sabe onde fica os melhores points (como eu!), vivem um momento de ascensão. Tudo começou quando galerias de artes resolveram abandonar endereços mais cools da cidade, como Distillery, e fixaram moradia em ruas mais pacatas e residenciais, como a Ossington Street.

Como artista também precisa comer, bares e restaurantes vieram depois, como a pizzaria Libretto, uma preciosidade da vizinhança. Não se deixe enganar pelos ares de espelunca da fachada. O que se vê dentro é um ambiente moderninho, fresh, com paredes pintadas de verde-limão, mobília rústica e mesas-balcão coletivas, instigando uma puxada de papo com o vizinho ou uma paquerada com o gato (ou a gata) ao lado.




O menu é mais simples ainda, sem frango, alcachofras, pepperoni nem carne moída (por aqui, é comum pizza de carne moida) mas, nem por isso, sem criatividade, e sabor. Há muito molho de tomate, manjericão, queijos locais e linguiça feita por eles mesmos. E carne de pato, que não me apeteceu muito, por ser muito gordurosa, ou talvez porque eu não tenha paladar para o mimo.

Aliás, falando em tomates, eles não usam qualquer um, não. São usados os tomates de San Marzano, que fica ao pé da monte Vesúvio, em Nápoles. A mussa também não fica para trás, chamada de Fiore di Latte Mozzarella, e trazida fresca, diariamente, por comerciantes locais. Para a massa, apenas farinha 100% orgânica. Uma pizza não demora mais de 90 segundos para assar e saí de lá fininha e crocante, do jeito que o diabo gosta.

A minha favorita é a de arugula, com muito alho, oregano, presunto tipo parma prosciutto e queijo parmigiano-reggiano ralado….hum…deu fome!


O forno a lenha deles, sim, é que é chique, trazido especialmente da Itália e que funciona de acordo com as diretrizes do Vera Pizza Napoletana Association, lá de Napoles, claro, o berço da melhor pizza do mundo.

O restaurante se intitula o único em Toronto a ter o tal forno a lenha de acordo com as especificações da renomada associação (que tem o aval do governo italiano e da União Europeia, tá pensando o quê?) e que, portanto, pode gabar-se de fazer a “VERDADEIRA” pizza (estou meramente copiando o que vi no site). Quem tiver dúvidas, que venha conferir.

24.6.10

Terremoto ou G20? O que anda abalando mais Toronto?

Como se já não bastasse o G20, o Toronto Jazz Festival, o Pride Week Toronto e o calor insuportável que está fazendo nessa cidade, ainda tivemos um terremotinho ontem...! Fala sério, o que mais? O Lula vai vir jantar na minha casa sem avisar?

Brincadeiras à parte, a terra tremeu em Ontário, Québec e em algumas partes dos Estados Unidos, mas muitos nem notaram, como essa que vos fala. Acho que tem tanta construção em Toronto que eu devo ter achado que os tremores foram causados pelos tratores e escavadeiras que disputavam as ruas comigo.

Mas, deixa a mãe natureza em paz. Hoje, vamos falar de outro fenônemo que está, este sim, virando Toronto de ponta-cabeça: o tal do G20. Ontem , eu fui buscar minha credencial para cobrir o evento e pude conferir, em primeira mão, o tal do centro de apoio à imprensa, no centro de convenções Direct Energy Centre, que vem dando mais o que falar do que dois tsunami juntos.

Já comentei, num post anterior, que o governo canadense está gastando o que tem e o que não tem para impressionar as delegações e a imprensa participantes das duas reuniões, G8 e G20, a primeira em Muskoka, e a segunda, em Toronto. Também falei do quanto foi gasto para pôr o centro de apoio em pé e o lago artificial que foi construído nas dependências do local, para aqueles desafortunados que não irão para Muskoka. Pois aqui está o que dois milhões de dólares (sendo 57 mil para o lago) podem fazer:

Lago artificial, com um projetor de imagens de Muskoka ao fundo, e sons de pássaros ao redor

É, é só isso mesmo. Um quadrado de mais ou menos uns 10 metros de largura e 20 centímetros de profundidade...A piadinha é que ainda bem que o lago não é muito fundo, porque periga o terremoto de ontem ter causado um tsunami nele...!

A foto abaixo é uma pilha criada com livros canadenses, e meu amigo, fotógrafo, Saul Porto, que clicou as fotos desse post:


Acho que eu gostei mais desse monte de livro empilhado do que o laguinho mixuruco do Harper

Abaixo, instalação de um movie theatre 4D. Queria ver o filme novo do Toy Story, mas eles só tinham um sobre Muskoka e Toronto...


Descobri que o quarto "D" é o que entra em contato físico com o expectador, como splashes de água, bolhas de sabão, neve artificial, rajada de vento, tudo em cima, do lado, de encontro à você. Muito legal, só não recomendo esse tipo de atração antes de um encontro com o namorado ou uma reunião de negócios.

Jornalista também precisa comer, certo? Mas parece que não sobrou muito dinheiro para contratar um buffet melhorzinho, ou será que sou eu que estou ficando mal acostumada?

O cardápio parecia promissor: lasanha, canelone, arroz basmati, frango com legumes, salada. Mas o sabor....

Eu tentei registrar a cena com o meu celular mas, perdão do trocadilho, a comida saiu feia na foto...