8.9.10

McCallion, a prefeita mais velha do Canadá, no páreo novamente


Oops!... She did it again!


Não, não é mais um escândalo envolvendo a deusa pop, Britney Spears, mas sim a prefeita de Mississauga, cidade vizinha de Toronto, Hazel McCallion. Ela acabou de anunciar que será candidata a reeleição ao cargo….pela 12a vez!

McCallion, de 89 anos, foi eleita prefeita do município, pela primeira vez, em 1978 e tem ganho eleição por eleição desde então. Na última vez, em 2006, a incansável política arrebatou nada menos do que 92 por cento dos votos (no Canadá, o voto não é obrigatório como no Brasil).

Hazel McCallion, a prefeita mais velha do Canadá. Se reeleita novamente, deixará o cargo com 93 anos. Quer dizer, será que deixará?

Mississauga faz parte da Great Toronto Area (GTA), uma espécie de Grande São Paulo. É considerada a sexta maior cidade do Canadá, com 3,1 milhões de habitantes e 288 quilômetros quadrados (Toronto é a primeira, com 2,5 milhões de pessoas e 641 quilômetros quadrados).

McCallion viu seu nome envolvido num escândalo imobiliário no ano passado. Seu filho, o empreendedor Peter McCallion, teria pedido ajuda à mãe para intervir em negociações na construção de um hotel no centro de Mississauga.

O resultado da próxima eleição, em 25 de outubro, determinará o tamanho do estrago feito na reputação da prefeita maratonista.

TIFF começa amanhã, mas inauguração do Bell Lightbox, só no domingo

O festival internacional de cinema de Toronto (TIFF) começa amanhã, dia 9. Já a festa de inauguração de sua nova casa, o Bell Lightbox, essa só vai rolar no domingo, dia 12. Promete ser quente, e melhor, na faixa.

Uma série de eventos estão previstos entre 11 da manhã às 4 da tarde, dentro e fora do complexo. Dentre os mais bacanas estão a exposição Esssential Cinema, no andar principal do Bell Lightbox, que vai reunir objetos, posteres, fotos e artefatos relacionados aos filmes do Essential 100, seleção feita pelo TIFF com clássicos e obras inesquecíveis do cinema. Também, a exibição TIFF@35, dirigida e produzida pelo cineasta de Montreal, Barry Avrich, que conta a história dos 35 anos do festival em uma coletânea com trechos dos filmes exibidos, cenas de red carpet e imagens do evento ao longo do período.

Fachada do Bell Lightbox, no coração do centro financeiro de Toronto, na King Street, entre as ruas Peter e John/fotos: divulgação


Uma das salas de cinema do complexo

Restaurantes locais estarão servindo iguarias e o café Madeleines, Cherry Pie and Ice Cream estará oferecendo cupcakes de graça.

O apresentador de nome impronunciável e dono do ótimo talk show The Hour, pela TV CBC, George Stroumboulopoulos (vai, tenta falar), vai comandar a festa na rua e promete trazer uma “surprise musical performance from one of Canada’s hottest global superstars”. Quem será a celebridade canadense que vai agitar no opening do TIFF?

Vamos fazer um bolão? Quem acha que é a Avril Lavigne (sei não, acho que o momento da bela já passou…)? Céline Dion? Bryan Adams? A banda Rush (não sabia que os caras são canadenses?!)? JUSTIN BIEBER?????!!!!!

Eu fico com o último. Quem, no momento, é mais hottest que o moleque? Só Lady Gaga, mas que não é canadense, então está descartada.

Então, no domingo, já sabem onde me encontrar. Volto, à noitinha, para contar todos os detalhes da festa e deixar minha conta corrente para o depósito do rateio do bolão.



35th Toronto International Film Festival
9 a 19 de setembro de 2010
www.tiff.net

6.9.10

Visto de entrada e saída de países, e para ser fã de Ivete

Olha só que sorte a minha: estava eu, esperando a Ivete Sangalo e o Serginho Groisman para a coletiva de ontem a tarde, quando um rapaz vira para mim e manda: "Olha, se precisar saber de alguma coisa sobre a Ivete, é só me perguntar, viu?"

E quem é você, sabido rapaz?

"Fã da Ivete".

Novidade. E daí?

Daí que Breno Andrade gastou 5 mil reais para vir do Rio de Janeiro a Nova York só para participar da gravação em CD do show da Ivete no Madison Square Garden. E, uma vez em NY, por que não dar uma esticadinha e curtir a musa em Toronto, novamente?

O professor universitário carioca diz que é fã de Ivete há 14 anos e a segue, sempre que pode.

Nessa viagem, Breno teve um "carimbo" especial em seu passaporte: um autógrafo da própria Ivete numa das páginas do documento. Parece que a cantora aprecia ideias originais: ele sabia onde ela ficar hospedada em Toronto; conhecia, também, sua produção. Bastou ele dizer que queria um autógrafo dela "um pouquinho mais original" para que ela lhe desse atenção, e assinatura, exclusivas. No ensejo, também carimbou, quer dizer, autografou, um poster de sua turnê internacional, comprado por Breno, lá mesmo, em Nova York.

Breno, com o "carimbo" de Ivete Sangalo no passaporte. Novo sentido para a expressão "fã de carteirinha"

Já pensou se a moda pega e começarem a exigir "visto para fã"? Breno, Breno...

Autógrafo exportação, direto de NY

E Breno, feliz da vida, num repeteco de Ivete Sangalo, agora em solo canadense


Alçado, por essa que vos escreve, à ala exclusiva para mídia e convidados, para uma fotinha de sua deusa com melhor ângulo.


É de história assim que eu gosto!

Toronto, antes e depois de Ivete Sangalo

Apesar de ontem, segunda-feira, ter sido feriado em Toronto (Labour Day), o dia começou cedo para muita gente, principalmente para aqueles com quem eu encontrei pelos lados do Yonge-Dundas Square.

Fãs de Ivete Sangalo começaram a povoar o quadrilátero logo cedo, coisa de oito da manhã. O show, parte das comemorações da independência do Brasil pela comunidade brasileira em Toronto, foi gratuito, mas a parte mais próxima do palco foi fechada para os VIP, very important people que se predispuseram a pagar 130 dólares pela localização privilegiada.

A preparação para a grande festa começou pela manhã...

...e testou o fôlego dos foliões, literalmente

Gente jovem, bonita e descolada deu ares de desfile fashion ao evento

Fora da área VIP, mas com muita energia para esperar o dia todo para ver a musa Ivete Sangalo

Nem a chuva iminente assustou os brasileiros que, mais para mineiros do que para paulistas, chegavam de mansinho, sem pressa, durante todo o dia, até a hora do início do show de Ivete, previsto para as cinco da tarde.

Slowly, but surely, brasileiros conquistam o espaço do Dundas-Yonge Square em coloridos mutirões em verde e amarelo

Bandeiras brasileiras e canadenses na hora de cantar o hino de ambas as nações

Antes dela, dividiram o palco bandas brasileiras locais, como os populares Aline Morales & Maracatu Baque de Bamba e o cantor sertanejo Marcelo Neves que, por sinal, deixou a mulherada em polvorosa quando eu falava com ele. Ai de quem desdenhe do poder da viola....

Vinte brasileiros mais antigos da comunidade são homenageados por serviços prestados

O cantor sertanejo, Marcelo Neves, com uma fã entusiasmada. Seguuuuura peão!

Será que estou vendo um certo rubor na face do galã...?! Relaxa, Marcelo, são ossos do ofício...!


O pessoal da Batucada Carioca e José Paulo arrebentaram com um samba gostoso e honesto. Foi difícil não pagar mico e cair no samba (explico: nada de errado em cair no samba, é que minha ginga é tão boa quanto o meu chinês....).

Aliás, vai aqui uma bronquinha construtiva para o pessoal da organização do evento, que estaria impecável se não fosse a falta de divulgação das atracões que vieram antes de Ivete. Uma pena.

Tive que deixar o quadrilátero para correr para a coletiva de Ivete e Serginho Groisman, marcada para o meio da tarde e que não durou mais do que uma hora. Foi tempo suficiente para que o cenário mudasse completamente, quando de volta à festa: diferente dos gatos pingados da manhã, a praça, agora, estava repleta de brasileiros vestidos à caráter para comemorar o dia da independência do Brasil: uma nuvem de verde e amarelo encobria o pedaço, e eu duvido que alguém lembrou de que era esse o intuito principal da festa, mas tudo bem...

Ivete, toda bonitona durante a coletiva

Serginho Groisman, que comandou o show antes de Ivete e balançou a coletiva com seu jeito zen

Ivete deu um show no palco, e os brasileiros, um show de cidadania: a festa foi maior do que a do ano passado, pacífica, colorida, vibrante, welcoming. Claro que teve lá seus momentos menos gloriosos, com uns de cocar na cabeça (ai, que vergonha....), sessões de Rebolation e encarnações do estereótipo “brasileira passista à procura”. Mas, atire o primeiro pandeiro quem é perfeito, certo?
De repente, sumiram com a Yonge Street...

Voltando à Ivete, assim como fez no show do Madison Square Garden, em Nova York, no sábado, a musa brasileira cantou em português e arriscou em inglês, com a música “Human Nature”, de Michael Jackson, o que, para o pessoal do New York Times, foi uma escolha “awkward” (estranha).

O jornal segue dizendo que acha muito difícil que Ivete emplaque no gosto norte-americano, ao contrário do que aconteceu com Beyoncé e Shakira. Os principais motivos seriam a “barreira da língua” e o ritmo muito carnavalesco de sua música, difícil de ser assimilado pelo povo do lado de cá do Equador. Perguntada, na coletiva em Toronto, sobre a opinião do jornal nova-iorquino, Ivete diz que se sente “extremamente honrada de ser relacionada com uma figura tão vencedora quanto ela [Shakira]”, sua “amiga querida”.

Durante a coletiva, que se passou num clima super informal, no hotel Delta Chelsea, com Ivete soltando piadinhas aqui e ali (“eu perco a entrevista, mas não a piada”), ela disse que não estava se preocupando com a falta de estrutura do palco no Yonge-Dundas Square. Para ela, o importante era trazer para seus fãs expatriados sua música, com ou sem “pano de fundo pré-estabelecido”.

Ivete, com energia de sobra, com ou sem cenário....

...mas com telão

Mas, estamos em Toronto, não é mesmo? Então, na coletiva, lá vou eu puxar sardinha pro nosso lado. Perguntei para Ivete se ela já conhecia a cidade, e o que esperava do público torontoniano; como boa amiga, a avisei de que o canadense é mais quietinho que brasileiro, o que ela prontamente respondeu: “A gente dá um jeito”, naquele vozerão de trovão dela. Completou, dizendo que dançar é “que nem aquele ditado: trair e coçar é só começar”. Que venham os bed bugs.

Também me disse que já havia vindo à Toronto, a convite de Nelly Furtado, para a gravação do hit que fez em dueto com a cantora canadense, "Where It Begins". Daí, olhou bem para mim e disse: “então, se você escrever de Toronto para o Brasil, não esqueça de mencionar o nome de Nelly, que ela foi fantástica”. Olha a Ivete contando com o Toronto Para Insiders para dar o recado! Pode deixar, Ivete, que eu escrevo!

Nos dois dias que passou por aqui, Ivete teve a impressão de que Toronto tem “uma estrutura nova-iorquina, mas com uma calmaria de cidade menor. Não sei se é impressão minha. Eu gostei daqui”. E, garantiu que, depois de Ivete, Toronto não será mais a mesma. Estou com ela nas duas observações.

Ao final do espetáculo, concluo que a mensagem de Ivete foi coerente, dentro e fora do palco: ela cantou para seus fãs brasileiros, revisitou canções antigas do seu repertório, como a versão axé de “Eva”, “Beleza Rara” e o clássico “Sorte Grande” ou, como é mais conhecida, "Poeira" (o ponto mais alto do show), e comandou a coreografia do arrasta-pé coletivo. Bateu muito papo e disse que a ocasião não era para muita formalidade sugerindo, até, que o palco fosse transformado num grande churrasco.


A galera obedecia a todos os comandos de Ivete, que jogava o pessoal para a esquerda, e para a direita, e para o lado, e para o outro...Aqui, o fã carioca, Breno, que veio do Rio só para participar da gravação do CD do show de Ivete no Madison Square Garden. Eu tenho uma história ótima para contar dele, que vai ficar para outro post. Stay tuned!

E tira o pé do chão!

Enfim, um show para gringo ver e brasileiro matar saudade de ser brasileiro.

Axé.






3.9.10

Quem disse que subúrbio, em Toronto, não tem shopping bom?

Sexta-feira, caindo o mundo lá fora, uma chuva pesada e preguiçosa. O que fazer num dia assim? Três opções: voltar para a cama e recuperar o sono perdido, se enfiar no sofá, ligar a TV e só sair de lá até a última nuvem no céu dispersar ou, ir bater perna no shopping. Como boa paulista, nem te conto com qual alternativa eu fico...

Para a minha sorte, apesar de morar no subúrbio, estou numa localização privilegiada: há dez minutos de grandes shoppings, como o Yorkdale Mall, o Fairview Mall, The Promenade Mall e outras plazas cheias de lojas interessantes.


Ainda não me aventurei muito nesses últimos dois, tenho que admitir. Talvez por ser o primeiro a que fui exposta quando aterrissei por essas terras, em 2003, o Yorkdale ainda é o meu preferido. Mudou muito nesses últimos anos, para melhor, com a chegada de lojas da Tiffany & Co., Burberry, Crate & Barrel e, por último, Pink e Victoria’s Secret. Tem também uma loja bem bacana da Mac, que não lota tanto quanto a do centro, no shopping Eaton Centre.

Porém, a praça de alimentação deles deixa muito a desejar, e a opção de restaurantes, quase inexistentes, frustra.

Marciano by Guess, shopping Yorkdale. Moda ultra-sexy e cortes impecáveis
fotos desse post: divulgação.


A queridinha espanhola Mango, presente em quase todos os shoppings por aqui

Michael Kors e sua linha de bolsas, sapatos e acessórios que arrasam

Uma coisa boa é o acesso ao metrô por dentro do shopping (estação Yorkdale) e o estacionamento gratuito. Nem preciso dizer que, em época de Natal e em dias de neve ou chuva, como hoje, é quase impossível encontrar uma vaguinha. Por isso, vou deixando-os por aqui e vou pegar o caminho da roça, quer dizer, do shopping, antes que quem fique sem vaga seja eu.

Bom final de semana!

2.9.10

O melhor de Toronto & Montreal na Elle Brasil de setembro

Gente, saiu minha matéria sobre Toronto & Montreal para a Elle Brasil, edição de setembro! Não tô me aguentando! Precisava dividir com todo mundo!

Corra até as bancas (como eu queria poder fazer isso também!!!) amanhã, sexta-feira (conselho de amiga: vá cedinho, antes que esgote. Tá pensando que meu fã-clube é pequeno?!) e confira minhas dicas para ficar, comer, gastar e badalar nas duas cidades mais cosmopolitas do Canadá!


1.9.10

Banana Republic, GAP e Old Navy mais barato no Canadá

Agora ficou mais fácil – e barato – renovar o guarda-roupa com roupitchas da Banana Republic, GAP e Old Navy no Canadá. As empresas-irmãs estão com um sistema de shopping online único e logística no próprio Canadá, ou seja, envio saído daqui mesmo, ao invés dos Estados Unidos, como era feito, até então. Isso se traduz em menos taxas e mais rapidez no recebimento.

Ah, e por tempo limitado, compras acima de CAD 50 não pagam frete!

SHOP ONLINE BANANA REPUBLIC, GAP e OLD NAVY

Merry shopping!